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Sunrise escreve mensalmente artigos e matérias para
uma das mais importantes e tradicionais revistas do trade,
a Brasil Travel News |
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Revista Brasil Travel News nº 218
Por que devemos treinar nossos colaboradores?
Por uma razão muito simples: se não treinarmos a equipe que temos, vamos eternamente reclamar de que nossa equipe é mal-preparada.
Pensando em minha experiência em salas de aula, convivendo com alunos de diferentes faculdades de hotelaria e turismo, descobri que a esmagadora maioria dos jovens que saem desses cursos não trabalham na área. Julgam-se muito qualificados para aceitar funções subalternas e com baixa remuneração, que em geral são a porta de entrada na profissão.
Em conseqüência, quem encontramos normalmente trabalhando nos hotéis, bares e restaurantes? Quem são nossos recepcionistas, camareiras, garçons e commis?
Na maior parte das vezes são pessoas despreparadas, com pouca ou nenhuma qualificação profissional ou acadêmica. É justamente aí que é mais indicado um programa de treinamento adequado, contemplando teoria e prática e sendo personalizado para atender às necessidades e características de cada estabelecimento.
Em muitas empresas do segmento turístico e de entretenimento costumamos ouvir que o grande turnover não compensa o investimento em treinamento de pessoal. Mas o fato é que, com freqüência, a causa desse turnover é justamente a falta de um programa de treinamento.
É também comum a idéia de que qualquer pessoa da empresa possa “dar uma aulinha” e treinar a equipe. Mas é bom lembrar que um treinamento não-planejado, não-preparado e mal-ministrado pode produzir resultados ruins. Sem uma preparação adequada, o treinamento não seguirá uma seqüência lógica de desenvolvimento e não atenderá aos objetivos específicos.
Muitas vezes, a empresa julga não precisar investir em treinamento porque só contrata funcionários com experiência comprovada. Mesmo aqui é preciso cuidado! Nem toda experiência é uma boa experiência. Alguns colaboradores podem ter participado de programas de treinamento fracos e podem ter desenvolvido de maneira não-satisfatória suas habilidades em empregos anteriores.
Funcionários despreparados podem, mesmo sem querer, “jogar contra” a empresa e criar situações desastrosas que levem seus clientes a desaparecer.
Treinamento requer tempo e dinheiro, portanto é necessário que seja ministrado da melhor maneira.
Coerência e consistência nos programas, manuais bem escritos, dinâmicas de grupo, relatos de experiências reais, filmes ilustrativos e avaliações contínuas são ferramentas fundamentais para que o instrutor encoraje, corrija e reforce positivamente os conhecimentos adquiridos ou revistos e relembrados durante as sessões.
No início de qualquer dos nossos programas, há uma aula inaugural na qual se procura saber dos colaboradores o quanto eles estão comprometidos com o sucesso da empresa em que trabalham, quais são os valores, a missão e os objetivos a serem seguidos. Muitas vezes, as equipes não têm idéia do que seja comprometimento, se a empresa tem ou não missão e quais são os valores e objetivos a seguir. Sem a interiorização desses princípios básicos, é impossível um programa de treinamento ter sucesso.
O passo seguinte é identificar as reais necessidades de treinamento. Após o levantamento feito, uma equipe de profissionais especializados constroem um cronograma personalizado de aulas teóricas e práticas que ajudarão cada equipe a melhorar sua performance no dia-a-dia. Nesse momento, um manual personalizado também é criado para auxiliar a dinâmica de cada aula e para que os alunos tenham como rever cada o conteúdo, individualmente.
Durante cada sessão, os alunos participam de dinâmicas de grupo que os ajudam a praticar a teoria de forma lúdica. Cada dinâmica é desenvolvida em determinado período de tempo, segundo regras predeterminadas e de acordo com os objetivos a serem atingidos.
Assistir aos filmes ilustrativos, técnicos ou teóricos com enfoques didáticos ou cômicos, fixa conteúdos e suscita debates sobre os diversos temas abordados.
O processo contínuo de avaliação faz com que as sessões de treinamento não percam seu foco e demonstrem individualmente o caminho trilhado por cada participante.
A constância das aulas também é importante para que os alunos apliquem os conhecimentos adquiridos e tragam dúvidas para serem discutidas em grupo na sala de aula. Relatos de experiências reais são sempre uma grande fonte de discussão, criando um ótimo ambiente para a internalização de conteúdos vistos.
Sejamos francos. O que difere sua empresa da de seu vizinho? Certamente, o que os clientes buscam hoje em dia é o atendimento impecável e, portanto, um bom programa de treinamento deixará sua equipe mais preparada, mais coesa e mais comprometida para a disputa e fidelização de seus clientes.
Uma equipe bem-treinada, além de oferecer um excelente atendimento, retendo seus clientes, caracteriza-se sobretudo por ser motivada, fiel e comprometida com os objetivos da empresa.
Andréa Medina
Diretora Comercial
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Revista Brasil Travel News
nº 219
Atendimento Cego
Você já se sentiu invisível dentro de um hotel ou de um restaurante quando estava desempenhando seu papel de cliente? Você se lembra da infinidade de vezes que já ficou de mãos levantadas esperando chamar a atenção daquele que deveria estar ali para servi-lo? É exatamente isto que chamamos de “atendimento cego”.
Infelizmente, esta realidade é mais comum de acontecer do que deveria. Nossos estabelecimentos comerciais não preparam suas equipes de colaboradores com foco no cliente e pior, queixam-se de que estão perdendo sua clientela para a concorrência.
O que efetivamente pode ser feito para mudar este quadro?
Pensando na indústria do turismo em geral e tendo em mente que a definição de atender, segundo o dicionário Aurélio, significa acolher, receber com atenção e cortesia, aquelas empresas que realmente querem ter seu cliente em primeiro lugar, devem disseminar sua importância, planejar ações inspiradas no cliente e sobretudo, devem escutar seus anseios para conseguir atuar além se suas expectativas.
No mercado atual, diferenciar-se da concorrência pode ser visto com muitos bons olhos sob o aspecto da excelência em atendimento e na qualidade do relacionamento estabelecido. Responda: Você seria seu próprio cliente? Como anda o atendimento de seu pessoal? Cego? Então, mãos a obra, está na hora de mudar este quadro!
Afinal, o que querem nossos clientes? Todo cliente gostaria de ser levado a sério e ser tratado com respeito. Gostaria de ser recompensado por sua escolha. Seria indispensável ser tratado com atenção ver dispensado a ele um atendimento diferenciado. Principalmente, gostaria de desfrutar 100% de sua condição de Cliente.
Sílvia Vidovix
Diretoria Operacional
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Revista Brasil Travel News nº 220
Por que contratar aprendizes?
Contratar com o coração e participar de uma grande ação social fazem bem as organizações. Cria colaboradores fiéis e engajados além de inserir sua empresa na Lei de Aprendizagem, saiba como:
O contrato de aprendizagem está previsto desde 1943 pela CLT mas, apenas no ano 2000, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, alterou dispositivos da Lei no que diz respeito à contratação de aprendizes e em 2005, o atual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, modificou-a em algumas questões, como por exemplo à faixa etária dos aprendizes e regulamentou-a.
A Lei de Aprendizagem (10.097 - promulgada dia 19/12/2000), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), determina que estabelecimentos de qualquer natureza devem ter de 5% a 15% de adolescentes (entre 14 e 24 anos), tomando como base o quadro de funcionários cujas funções necessitem de formação profissional.
Pela alteração, a lei possibilita que a contratação e a formação dos adolescentes seja feita por ONGs - Organizações sem fins lucrativos.
ONGs conhecidas como NURAP – Núcleo Rotary de Aprendizagem Profissional e CAMP Pinheiros, ambas filiadas ao Rotary Clube, promovem o desenvolvimento e aprendizado de adolescentes carentes para com isso, integrá-los ao mercado de trabalho, criaram cursos específicos para desenvolvimento de habilidades em hospedagem e A&B, oferecendo a complementação prática do aprendizado.
Para participar destes programas, os jovens devem obrigatoriamente estar matriculado e cursando o ensino médio ou superior, serem provenientes de famílias cuja renda não ultrapasse três salários mínimos mensais e estarem na faixa etária entre 15 e 24 anos.
As empresas que aderem ao programa de aprendizagem, além de criarem uma efetiva atuação de ação social, proporcionam aos aprendizes a possibilidade de desenvolvimento de suas capacidades profissionais e certamente “criam” colaboradores mais engajados em suas atividades.
Durante os últimos anos, estas ONGs citadas colocaram mais de 15.000 menores no mercado de trabalho específico de hotelaria e A&B, sendo que mais de 90% foram absorvidos pelas empresas parceiras como funcionários efetivos, e os outros conseguiram recolocação.
Andréa Medina
Diretora Comercial
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Revista Brasil Travel News nº 221
Atendimento Surdo
Lembra de que falamos sobre atendimento cego e sobre quão invisíveis às vezes nos tornamos para os clientes? A pergunta agora é: por que será que, mesmo quando conseguimos deixar de ser invisíveis, isto é, quando os clientes nos percebem, ainda assim não nos entendem? Seriam eles, além de cegos, também surdos?
À parte a pouca vontade com que por vezes somos recebidos, existe a triste realidade da má comunicação. Sem comunicação eficiente, não existe a menor possibilidade de um bom atendimento.
E o que é comunicação? Como podemos definir uma boa comunicação? Bem, primeiro é preciso estabelecer comunicação como um fenômeno necessariamente de mão dupla, ou seja, um emite a mensagem e o outro a escuta — isso mesmo, "escuta" e não apenas "ouve". Esta diferença, aparentemente insignificante, faz toda a diferença. Ouvir é uma atividade biológica, isto é, se você não é surdo, você ouve. Já escutar relaciona-se a uma ação intelectual: após ouvir um som, o interlocutor o interpreta, avalia e só depois reage e responde com coerência. Ficou fácil?
Ora, se na matéria anterior dissemos que para atender é necessário receber com atenção, ou seja, escutar a mensagem do outro, pergunto: como posso atender adequadamente se nem ao menos sei a diferença entre ouvir e escutar?
Agora que conhecemos a diferença, podemos concordar que a comunicação eficiente deve fazer parte das estratégias de empresas focadas no cliente. Torna-se óbvio que sem uma comunicação clara, adequada e de boa qualidade, todo o investimento estratégico pode ir água abaixo.
Lembra da máxima daquele antigo animador de auditório, "quem não se comunica se trumbica"? Pois este é o pulo do gato para que o atendimento melhore, tanto com relação à cegueira quanto à surdez.
Você se comunica bem? Como anda a comunicação intra e interpessoal na sua empresa? É difícil atender bem? Você gostaria de ser atendido por você próprio? Quais são os segredos do bom atendimento? Quer algumas dicas?
Nas próximas edições, encerraremos esta trilogia sobre as deficiências do atendimento, abordando estratégias para que, além de cego e surdo, ele também não seja mudo.
Sílvia Vidovix
Diretoria Operacional
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Revista Brasil Travel News nº 222
Pode entrar que a casa é sua!
Quem não gosta de ser bem recebido? Sempre ouvimos dizer que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro. Mas, o que é hospitalidade?
A origem desta palavra vem do latim e tem o significado de acolhimento que é uma atividade que possibilita abrigo além do compartilhamento de valores e conhecimentos entre hóspedes e anfitriões.
A atividade comercial associada à hospitalidade é tão antiga quanto o comércio, havendo dados históricos de locais que ofereciam repouso, alimentação e acomodação aos peregrinos desde a Roma antiga.
É fácil perceber que com o crescimento da oferta dos meios de transporte aumentou também o apelo para as viagens e conseqüentemente o comércio de hospitalidade cresceu, multiplicou e especializou-se. Hotéis e restaurantes dos mais variados tipos, tamanhos, propósitos, para todo tipo de público são ofertados em todo o mundo.
No Brasil sobretudo, a oferta aérea multiplicou-se e os preços ficaram acessíveis a um público que até então, consumia apenas viagens rodoviárias. Grandes operadoras apostaram nos famosos pacotes turísticos e encontraram uma maneira alternativa de facilitar a compra destes pacotes pelas classes “B” e “C”, fazendo com que hotéis, restaurantes, receptivos e pontos turísticos revissem seu conceito de hospitalidade e se adequassem a um público que a cada estação se multiplica e é mais exigente.
Os grandes navios também chegaram ao mercado brasileiro com um conceito internacional de hospitalidade que em várias categorias, também viabilizaram a opção de lazer para diferentes classes socioeconômicas. Abriram um mercado que o público brasileiro desconhecia ofertando alojamento, alimentação e lazer num mesmo espaço. Até então este tipo de serviço só atendia a um público de alto poder aquisitivo acostumado a freqüentar nossos resorts.
Pensando sob o ponto de vista do consumidor, podemos dizer que a hospitalidade está diretamente ligada à performance dos empreendimentos. Um estudo sobre o tema foi amplamente discutido na obra The Presentation of Self in Everyday Life, de Goffman, que exemplificou da seguinte maneira: o consumidor não tem grande expectativa de performance em um hotel econômico mas, tem grande expectativa quanto à performance de um hotel de luxo.
Podemos também, seguindo esta linha de raciocínio, lembrar que a performance da hospitalidade em qualquer empreendimento turístico está diretamente ligada à percepção de satisfação do Cliente. Segundo Sergio Almeida em sua obra Ah! Eu não Acredito! esta percepção pode ser medida por uma simples equação que divide a percepção do cliente por sua expectativa prévia. Será que estamos satisfazendo nossos Clientes?
Não podemos esquecer de que a maneira como nossos colaboradores atuam em sua performance diária tem relação direta à percepção de satisfação de nossos Clientes. Será que estamos sendo hospitaleiros o suficiente? Será que temos a visão de que nosso desempenho atrai ou repele o público? Será que estamos nos capacitando para desenvolver bem nossas atividades e exceder as expectativas dos nossos Clientes?
Estes são alguns dos questionamentos que devemos nos fazer continuamente para que nosso público continue afirmando: “Que hospitaleiro é o povo brasileiro!”.
Andréa Medina
Diretoria Comercial
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Revista Brasil Travel News nº 223
O Atendimento Mudo
Trilogia do Atendimento
Parte Final III - O Atendimento Mudo
Há algumas edições estamos escrevendo a respeito do atendimento, ou melhor dizendo sobre o mau atendimento ou a completa ausência do mesmo. Já abordamos o atendimento cego, surdo e por fim falaremos do mudo.
Para encerrarmos esta trilogia e evitarmos que, além de cego e surdo, o atendimento também seja mudo, resolvemos estabelecer como princípio básico, mínimo e necessário: a boa comunicação.
É sabido que a comunicação verbal, ou seja, as palavras representam apenas um pequeno percentual do processo como um todo, sendo que a forma como são ditas e as mensagens não verbais “expressões e gestos” são o carro chefe da boa comunicação.
Ora se concordarmos que a comunicação começa no momento em que vemos alguém, então já estaremos estabelecendo que o atendimento não pode ser CEGO, e assim iniciaremos a comunicação decifrando as mensagens não-verbais que são em sua maioria de fácil compreensão e universais.
Se mantivermos nossa linha de raciocínio neste processo o próximo passo será abrirmos nossos ouvidos para escutarmos a forma e tom do desejo ou necessidade de nosso interlocutor, eliminando com isso a possibilidade de sermos SURDOS, e então bingo! Não tem como ficarmos MUDOS, pois o processo de comunicação eficiente estará praticamente concluído!
Então quer dizer que: percebemos, analisamos, indagamos, escutamos, confirmamos e pronto aqui está um atendimento assertivo.
Conclusão: Sem um processo de comunicação eficiente fica impossível atender!
Então qual é o objetivo de atender? O objetivo é receber, entender e responder com qualidade as diferentes expectativas do Cliente para obter satisfação e desenvolver um relacionamento duradouro e leal.
Mas esta história relacionamento e lealdade, bem como suas nuances, é assunto para outra matéria. Logo nos encontraremos para tratarmos de estes e outros assuntos. Até breve!
Sílvia Vidovix
Diretoria Operacional
Contatos: www.sunriseconsultoria.com.br
contato@sunriseconsultoria.com.br
Sílvia Vidovix
Diretoria Operacional
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Revista Brasil Travel News nº 225
Todos somos vendedores
Em qualquer negócio, a força de vendas é o que realmente impulsiona um negócio pra frente e o faz crescer.
Acredito sinceramente que todos dentro de qualquer tipo de empresa podem ser vendedores. Não são apenas aqueles contratados com cargo e cartão dede visitas vendedor que podem ou que tem obrigação de vender os produtos ou serviços da empresa.
Certa vez, um grande professor na faculdade de hotelaria, Ronaldo Barreto, me fez ler um texto maravilhoso chamado “Pense em Morangos” que fala sobre um determinado hotel no qual o novo gerente geral com sua motivação, conhecimento, habilidades e atitudes, fez com que todos seus colaboradores vendessem um pouco mais a cada dia.
Será que isso realmente é possível? Minha resposta é sim!
Recentemente li a biografia de Carly Fiorina – Escolhas Difíceis (Ediouro) e nele há a seguinte frase de David Packard, fundador da HP: “As pessoas supõem que nosso objetivo final é o lucro. O lucro é o que torna possível todos os outros objetivos.”
Se pensarmos em um hotel, por exemplo, uma camareira, ao fazer a arrumação diária não poderia deixar um folder sobre a promoção de reservas para o próximo feriado? O garçom não poderia sugerir, durante o almoço, uma reserva para o show da noite no teatro do hotel? Um mensageiro que faz contato direto com o hóspede, não poderia fazer reserva para um jantar temático no restaurante do hotel? É claro que poderia mas, por que não o faz?
Certamente não é por falta de vontade mas, por falta de conhecimento e treinamento dos colaboradores e por falta de objetivo e estratégia por parte de sua gerência.
O primeiro passo para que possamos transformar todos nossos colaboradores em vendedores é criar comprometimento. Todos devem conhecer a missão e os valores da empresa e devem comprometer-se com seus objetivos. Deve haver uma estratégia clara e táticas definidas e comunicadas de maneira ostensiva de que todos são vendedores.
Carly utilizou a seguinte tática em sua vida profissional que podemos copiar, já que no mundo coorporativo temos a obrigação de copiar modelos vencedores. Dizia que boatos e mistérios são contraproducentes nos negócios, que todos precisam ouvir as mesmas coisas da mesma forma, se possível ao mesmo tempo. Que são necessárias clareza e consistência para evitar mal-entendidos e reinterpretações, portanto, a comunicação verbal precisa de apoio de material escrito. Sabemos que às vezes uma imagem vale mais que mil palavras.
Quando criamos uma cultura de venda na empresa, quando temos como objetivo que todos serão vendedores, quando mostramos aos nossos colaboradores que todos podem obter ganhos materiais, pessoais e profissionais abraçando essa causa, fica muito mais fácil fazer com que o processo funcione.
Algumas pessoas, no meio deste processo, podem dizer “não consigo” só porque não sabem fazer o que está sendo pedido a elas. Talvez seja necessário incentivo extra para que as pessoas deixem de olhar o que é fácil e se concentrem no que é possível.
O poder do trabalho de equipe e da causa comum realmente faz com que as pessoas envolvidas consigam enxergar sua vontade de vencer, quando tem a liderança e o apoio certos e a tática do jogo corretas. Sabemos que todas as vitórias têm muito mais a ver com escolha e trabalho do que com acaso.
Sendo assim, penso que realmente podemos fechar questão com o Sr. Packard em que o lucro é o que torna possível todos os outros objetivos.
Andréa Medina
Diretoria Comercial
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Revista Brasil Travel News nº 227
É hora de planejar
Planejamento, segundo a Wikipédia, é uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado e reavaliar todo o processo a que o planejamento se destina. Sendo, portanto, o lado racional da ação. Tratando-se de um processo de deliberação abstrato e explícito que escolhe e organiza ações, antecipando os resultados esperados. Esta deliberação busca alcançar, da melhor forma possível, alguns objetivos pré-definidos.
Também gosto muito desta definição: Planejar é construir uma ponte entre o lugar em que estamos e aquele em que queremos estar.
Com o final do ano chegando podemos observar a maioria empresas iniciarem seu planejamento para o próximo ano. É um ciclo interessante. Planejamento estratégico, planejamento de vendas, planejamento de produção, planejamento financeiro. Todos trabalham em um ritmo acelerado para que tudo seja bem estruturado, para que objetivos sejam alinhados com a missão e para que estratégias sólidas e eficientes sejam construídas. Parabéns! Grandes empresas, independente de seu tamanho físico, planejam.
Mas, a pergunta que surge sistematicamente em minha mente é: Quantas destas empresas planejam a capacitação de seus talentos humanos?
Conheço algumas, é verdade. Por conhecê-las, sei que as que optaram pelo planejamento em capacitação de talentos humanos estão dez passos a frente das outras.
Será que é necessário um grande esforço para este tipo de planejamento? Vamos pensar.
Costumo dizer que o planejamento em capacitação de talentos humanos está dividido em seis fases.
Na primeira fase, cabe ao colaborador responsável pelas pessoas da empresa, fazer um levantamento minucioso no sentido de realmente conhecer sua equipe. É preciso saber quantos são, qual é o nível de escolaridade de cada um, tempo de casa, interesses pessoais, etc. Quanto maior o volume de informações nesta fase, mais completo será seu planejamento.
Depois deste levantamento organizado, inicia-se a segunda fase. É aí que começa a interligação, a "costura" entre todos os "planejamentos" da empresa. Ou seja, a partir daí, objetivos comuns precisam ser alinhados. Esta também é uma fase de pesquisa, pois é preciso descobrir, em cada setor da empresa, quais as reais necessidades de capacitação profissional. Sugerir para alguém que é fluente em inglês que inicie o programa corporativo do nível um é o mesmo que vender gelo a esquimó, você não acha?
Agora já sabemos sobre pessoas e sobre as reais necessidades de cada setor. Está na hora de iniciar a terceira fase de nosso planejamento. Um "esqueleto" do cronograma de capacitações deve ser desenhado. Tipos de ações devem ser escolhidas. Será que devemos escolher treinamentos de longo prazo? Podemos utilizar ferramentas de e-learning? Palestras e treinamentos vivenciais são eficientes? Estas perguntas devem ser respondidas em conjunto com os gestores de cada área. Lembre-se que para cada tipo de público, um tipo de ação é a mais adequada.
Na quarta fase do planejamento de capacitação, é o momento de escolher seus fornecedores e parceiros. Colher orçamentos e negociar. Empresas especializadas em capacitação e desenvolvimento de pessoas possuem planos especiais para quem é organizado e tem um planejamento anual. Fechando um "pacote de capacitação" normalmente as empresas conseguem negociações melhores com seus parceiros, afinal, para que serve uma parceria?
Chegou então a hora do show! Na quinta fase do planejamento você deve fazer seu cronograma acontecer. Deve colocar em prática seu planejamento para que ele se torne realidade e não esqueça que paralelamente deve ocorrer a sexta fase, a avaliação contínua das atividades e parceiros, pois isto é um planejamento portanto, você tem o direito e o dever de corrigi-lo e mudar suas estratégias a qualquer momento.
Inicie hoje mesmo seu planejamento em capacitação de talentos humanos. A vantagem é toda sua. Certamente, em pouco tempo, sua empresa terá colaboradores mais motivados, profissionais tecnicamente mais capacitados e um turn over muito menor.
Andréa Medina
Diretoria Comercial
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Revista Brasil Travel News nº 228
Entendendo o Processo de Qualidade
Recentemente fizemos uma série de matérias para explicarmos as causas e efeitos do mau atendimento e quão importante é este tema para a construção do relacionamento com o Cliente.
Mas antes de entrarmos neste vasto e complexo tema de relacionamento gostaria de convidá-los para um breve passeio pela história onde conseguiremos entender melhor como e onde iniciamos o processo de qualidade e como chegamos a esta atual e tão absoluta necessidade de relacionamento com o Cliente.
O processo produtivo do homem passou por diversas fases com características bastante diversificadas no decorrer do tempo. Entretanto, vários especialistas afirmam que a qualidade existe desde o princípio dos tempos.
O processo de industrialização, iniciado com a Revolução Industrial, apresenta como características a exploração das máquinas e equipamentos, além da mão-de-obra com jornadas de trabalho de mais de 16 horas diárias. A conseqüência mais evidente foi a organização da força de trabalho através dos sindicatos que dão início a primeira grande crise do capitalismo.
Uma verdadeira revolução de conceitos, hábitos e procedimentos têm origem no trabalho de Taylor, quando de dentro da fábrica, ela passa a observar o comportamento do trabalho desenvolvido e formula os princípios básicos para a Administração Científica do Trabalho servindo de fortalecimento ao capitalismo enfraquecido pelas greves do movimento sindical. Com a baixa remuneração e o baixo poder aquisitivo dos trabalhadores, uma nova crise é gerada no capitalismo, uma vez que não há consumidores para absorver o que é produzido.
Em seguida Henry Ford surge com a resposta que mantém o capitalismo: o Fordismo que introduziu inovações nas linhas de produção além de melhorias salariais o que aumentou a capacidade de consumo e os trabalhadores começam a consumir conhecimentos e, conseqüentemente, a criar uma consciência crítica, o que gera uma nova crise no capitalismo.
No final da Segunda Guerra, com o Japão derrotado, os Estados Unidos tentaram exportar suas novas técnicas, até então não utilizadas nas indústrias japonesas. Entretanto, estas mantinham um rígido sistema de gestão e, ao passarem a adotar o Fordismo e posteriormente o conceito americano de produtividade concluíram que o aumento da produtividade está associado à melhoria pela qualidade e não ao modelo fordista. Como resultado, em meados dos anos 60, as indústrias japonesas buscam seus próprios caminhos e criam os CCQ - Círculo de Controle da Qualidade.
O esforço japonês de recuperação após a guerra permitiu a rápida adaptação aos princípios de qualidade, e a adoção pela qualidade como um ideal a ser conquistado. Desta forma, apesar de os grandes cientistas da qualidade serem americanos, foi no Japão que os princípios da qualidade, qualidade total, garantia da qualidade e administração da qualidade total - TQM ganharam investimentos e passaram a fazer parte do desenvolvimento estratégico do país, servindo de um grande laboratório para a área.
Adiante, aparecem vários novos gurus da qualidade que tiveram importância na história e evoluíram rapidamente seus conceitos e aplicações.
Contudo para a nossa breve dissertação isso já é suficiente para entendermos como chegamos até a atual necessidade de qualidade agregada em todos os âmbitos da oferta de um produto ou serviço.
O mais importante é que trouxemos desta história a necessidade de utilizar a cooperação de toda a organização. De forma que todos entendessem a importância central dos consumidores para seu sucesso e até para sua sobrevivência. Compreender que os Clientes não eram algo distante da organização, e sim, parte integrante e que como seres humanos possuíam necessidades e expectativas individuais, merecendo tratamento atencioso e cortês.
A partir desta nova crença introduziram conceito e processos de qualidade e o Cliente passou a ser enxergado como o ponto inicial da cadeia produtiva, o que o colocou como estratégico na tomada de decisão e tudo que dizia respeito a ele passou a ser considerado em todas as etapas.
Finalmente agora que sabemos em que momento da história passamos a dar importância ao Cliente, na próxima edição continuaremos nossa jornada de qualidade rumo ao relacionamento e fidelidade do Cliente. Até lá!
Sílvia Vidovix
Diretoria Opercaional
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Revista Brasil Travel News nº 230
O turismo pode ser sustentável?
Para termos uma resposta a este questionamento, primeiramente precisamos definir o que é turismo sustentável.
Segundo o Acordo de Mohonk firmado em 2000 nos Estados Unidos, "Turismo Sustentável é aquele que busca minimizar os impactos ambientais e sócio-culturais, ao mesmo tempo em que promove benefícios econômicos para as comunidades locais e destinos."
Segundo o Relatório de Meio Ambiente e Desenvolvimento desenvolvido em 1983 pela primeira ministra da Noruega, Sra. Brundtland, "o desenvolvimento sustentável é aquele que responde às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de responder às suas necessidades".
Pensando nestas definições, podemos dizer que turismo sustentável é a combinação entre o desenvolvimento e o respeito, de maneira planejada e com objetivos de longo prazo.
Entre 2002 e 2006, o Instituto de Hospitalidade (fundação brasileira privada sem fins lucrativos), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Apex-Brasil, Sebrae e Ministério do Turismo, desenvolveu o Programa de Certificação em Turismo Sustentável (PCTS). A Norma - NIH54: 2004 Meios de hospedagem - requisitos para a sustentabilidade foi publicada para que uma abordagem da sustentabilidade do turismo por meio da normalização e da certificação ajudasse os meios de hospedagem a adotar, de forma objetiva, práticas sustentáveis e a comunicar este fato aos seus clientes e à sociedade em geral.
Neste cenário, podemos relacionar diversos destinos turísticos brasileiros que promovem o turismo sustentável para alcançar objetivos muito maiores que apenas o crescimento econômico. Estes destinos estão preocupados com o respeito às tradições, a história, a natureza e a comunidade local.
Bons exemplos são de turismo sustentável baseado em planejamento, treinamento e conscientização aparecem em vários destinos brasileiros.
No Pantanal, por exemplo, o crescimento do ecoturismo ajudou a conscientizar a população de que a preservação é economicamente vantajosa, assim, o Pantanal poderá demonstrar sua grandiosidade às próximas gerações.
Na Região Nordeste, muitas das praias têm piscinas naturais de recifes de corais. A maior formação do Atlântico Sul fica no Parque Nacional Marinho de Abrolhos (Bahia), que é também uma maternidade para as baleias corcundas. Outro parque marinho brasileiro é Fernando de Noronha (Pernambuco), uma ilha vulcânica de rara beleza propícia para a prática de esportes como mergulho e surf. O recife de Manoel Luis, a 185 km da costa de Maranhão, é considerado uma das maravilhas do mundo subaquático. É muito difícil visitá-lo devido ao seu isolamento, as altas ondas e as fortes correntes; além disso, é necessária uma autorização especial.
Sendo assim, podemos imaginar que com o apoio do Governo Brasileiro e com planejamento para um turismo sustentável, locais como Pantanal, Abrolhos, Manoel Luis, dentre muitos outros destinos magníficos, farão parte de nosso futuro e trarão crescimento econômico aliado ao respeito pela região.
Andréa Medina
Diretoria Comercial
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Revista Brasil Travel News nº 241
Sustentabilidade e turismo
Por que é bom mergulhar em Fernando de Noronha? Por que é lindo navegar pelo Amazonas? Por que uma revoada de tuiuiús emociona tantas pessoas?
Cito apenas três situações em lugares de grande apelo turístico no Brasil que chamam atenção por sua riqueza natural ainda preservada da degradação e da poluição causada pelo ser humano. Lugares em que a população local ainda tem a preocupação de cuidar e preservar para que as gerações futuras possam desfrutar de sua beleza.
É possível que o turismo e a sustentabilidade andem de mãos dadas?
Definindo sustentabilidade como a capacidade de usar os recursos naturais e, de alguma forma, devolvê-los ao planeta através de práticas ou técnicas desenvolvidas para este fim, é importante entender e saber que a adoção de práticas sustentáveis na vida de cada indivíduo é um fator decisivo para possibilitar a sobrevivência da raça humana e a continuidade da disponibilidade dos recursos naturais.
Ações aparentemente simples e de pouco impacto, quando tomadas por um grande número de pessoas, tornará a sustentabilidade uma realidade palpável e real em qualquer parte onde haja a presença humana e garantirá a sobrevivência de nossa espécie por muito mais tempo.
O trade turístico acompanha há algum tempo esta "onda" de sustentabilidade, num primeiro momento por moda e em seguida por necessidade e comprometimento com a sociedade em que está inserido, afinal, o turismo sustentável não está inserido apenas em destinos ecológicos.
Muito tem sido feito nos últimos anos. Escolhi apenas alguns exemplos que ilustram ações realizadas com sucesso.
Os Roteiros de Charme, em 1999, lançaram um código de ética e conduta ambiental (disponível em www.roteirosdecharme.com.br) que tem por objetivo a preservação do meio ambiente e a sobrevivência da indústria hoteleira. O código aborda os seguintes aspectos: conservação de energia e água, tratamento de esgoto, preservação de áreas de importância ambiental, fauna e flora e de valores culturais e históricos, redução de poluição sonora e atmosférica, redução de impactos ambientais em novos projetos e construções/obras, reutilização, redução e reciclagem de materiais, controle de substâncias tóxicas e adversas, eliminação de queima de lixo e desmatamento, envolvimento de fornecedores e prestadores de serviços ao hotel.
Outra ação histórica importante foi a certificação, no ano 2000, do primeiro hotel na América do Sul, pela ISO 14001: Hotel Tropical Cataratas. A certificação avalia os sistemas de gestão ambiental.
O hotel Renaissance de São Paulo, possui, desde 2002, um programa de reciclagem que inclui ações como a coleta seletiva dos resíduos recicláveis, projeto Ecolata, venda de óleo de cozinha, venda de toners usados para remanufatura, estudo do lixo orgânico produzido, ações de conscientização e atividades na Semana do Meio Ambiente.
A rede Accor, desde 1999, possui o Projeto Ecologia que tem por objetivo conscientizar colaboradores e hóspedes sobre a importância de preservar a natureza. Além de ações ambientais realizadas em cada unidade, há um monitoramento constante de energia, água e gás, assim como, metas de redução de consumo.
Outro exemplo admirável é o da TAP. Desde 2005, a empresa direcionou seus esforços em ações de melhoria da eficiência energética e operacional e a modernização da frota que visaram a diminuição de emissão de CO2. Apenas entre 2005 e 2006, a empresa mensurou a redução em cerca de 26 mil toneladas de CO2 na atmosfera.
A rede InterContinental Hotels Group, em 2007, durante sua campanha interna "Winning Ways", que possuía em um de seus pilares a sustentabilidade ambiental, fez uma campanha mundial a favor da troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes conquistando uma imensa economia de energia. Só no Brasil, estima-se que cerca de 15.000 lâmpadas foram substituídas reduzindo 90 mil kW/h na conta de energia. A reciclagem de 80% do lixo gerou economia de R$ 1,2 mil/mês no recolhimento de detritos e o dessalgamento de alimentos em câmara fria resultou em economia de 960 m3 de água.
Podemos notar que há diversas outras empresas no segmento turístico, não citadas nesta matéria, pensando em sustentabilidade e meio ambiente. O sucesso deste esforço acontece quando cada um faz sua parte. Ganha o turismo, ganha a comunidade e ganha o país.
Andréa Medina
Diretoria Comercial
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